domingo, abril 23, 2006

A duas jornadas do fim

F C Porto campeão nacional 2005/2006

O F C Porto garantiu ontem, frente ao Penafiel, a conquista do seu 21º título nacional.
Os azuis e brancos entraram em campo sabendo que a vitória frente ao último classificado da Liga Betandwin, o Penafiel, seria o suficiente para se sagrarem campeões nacionais pela terceira vez nos últimos quatro anos.

Durante a partida, os agora campeões nacionais dominaram, mas o guarda-redes do Penafiel, Nuno Santos, com uma excelente exibição e as constantes oportunidades falhadas pelo ataque portista, fizeram com que se chegasse ao intervalo com o marcador a zeros.
Aos 47 minutos de jogo, Ibson é tocado na área por Nuno Diogo. Chamado a converter a grande penalidade Adriano não falhou provocando uma explosão de alegria nas bancadas do Estádio 25 de Abril.
Ansiosos por fazer a festa os adeptos portistas invadiram o relvado, mas ainda faltavam jogar 3 minutos. A confusão foi muita e o jogo esteve parado cerca de 15 minutos. Resolvido o incidente cumpriram-se os restantes minutos de jogo, que separavam o Porto da vitória no jogo, e no campeonato nacional.


Festa nas ruas do Porto

Como já é hábito na Cidade Invicta, os adeptos do F C Porto saíram às ruas para festejar a vitória do clube azul e branco. A Avenida dos Aliados pintou-se das cores do clube para o já tradicional S. João antecipado, mas foi na Alameda do Dragão que se concentraram a grande maioria dos adeptos.

O momento alto da noite aconteceu quando os jogadores, ainda com o banho por tomar e de tronco nu, chegaram ao estádio do Dragão, cantando em uníssono com a multidão que os esperava, “ Campeões olé”.

Este foi o 21º título nacional na história do F C Porto, 14º com Pinto da Costa à frente dos dragões e o 1º do treinador holandês Co Adriaanse.

Fonte: O jogo
Foto: Record

sexta-feira, abril 21, 2006

Rainha de Inglaterra faz 80 anos


A Rainha Isabel II faz hoje 80 anos. O dia é de festa, mas também de balanço dos 53 anos de reinado.
Foi a 2 de Junho de 1953, com apenas 27 anos, que Elisabeth Alexandra Mary se tornou rainha de Inglaterra. A cerimónia da coroação, na Abadia de Westminster, transformou
-se num dos grandes acontecimentos mediáticos do século XX.
Passaram entretanto 53 anos e, Isabel II, conta com uma imagem favorável junto dos ingleses.
A hipótese de abdicar do trono tem sido posta de parte pela Rainha. Em suas palavras, “reinar é trabalho de uma vida”.
Na memória de trabalho de que fala a monarca, destacam-se inúmeras visitas internacionais, nomeadamente a Tóquio, a Hong Kong e, já acompanhada pelo seu marido, o príncipe Philip Mountbatten, visitou a Jordânia. Em 1986, tornou-se a primeira monarca a andar sobre a Grande Muralha da China.
Apesar da grande exposição pública a que está sujeita, a mulher por detrás da Rainha continua um mistério. Da sua vida privada conhece-se apenas o casamento com Philip Mountbatten, do qual nasceram os príncipes Carlos, André, Ana e Eduarda. Além disso, sabe-se ainda que os animais são a sua grande paixão. Há quem defenda que o segredo da descrição de Isabel II está na natureza das amizades que alimenta.

Fontes:
SIC

Bélgica autoriza adopção por casais homossexuais

O parlamento da Bélgica aprovou, ontem à noite, um projecto de lei que autoriza a adopção de crianças por casais homossexuais.
Os senadores belgas estavam divididos quanto à proposta, mas acabaram por aprovar o projecto de lei com 34 votos a favor, 33 contra e duas abstenções.
O casamento entre homossexuais é permitido na Bélgica desde 2003. Desde então, já se realizaram mais de 2500 uniões homossexuais.
Com a entrada da nova lei, os casais do mesmo sexo, casados ou não, passam a estar sujeitos às mesmas regras dos casais heterossexuais no processo de adopção de crianças. As crianças belgas e estrangeiras poderão, então, ser adoptadas no país por casais do mesmo sexo.
Outros países contam já com esta lei. É o caso da Inglaterra e do País de Gales que aprovaram, em Dezembro do ano passado, uma lei que autoriza os casais solteiros e homossexuais a adoptar crianças.
Também a Espanha e a Suécia aprovaram uma lei que permite a adopção de crianças sem restrições.
Já a Holanda, país pioneiro na matéria, adoptou um texto legal em 2001, que permite aos casais do mesmo sexo a adopção de crianças, mas com uma condição: as crianças têm de ser de nacionalidade holandesa.
Também a Dinamarca, que foi o primeiro país a autorizar a união entre homossexuais, em 1985, coloca uma restrição: autoriza a adopção de crianças por casais do mesmo sexo, mas apenas em situações em que a criança seja filha de um dos membros do casal, nascida de relações anteriores.

Fontes:
Público

IX Jornadas de Comunicação Social da Universidade do Minho

A liberdade de expressão na arte em discussão
A “Liberdade da arte”, foi dos temas discutidos durante as IX Jornadas de Comunicação Social, na Universidade do Minho, que se realizaram nos passados dias 19 e 20, subordinadas ao tema “Liberdade de expressão” e organizadas pelo GACSUM ( Grupo de alunos de Comunicação Social da Universidade do Minho).

O debate contou com a participação de John Cawood, regente da cadeira de Informação e Comunicações da Manchester Metropolitan University, Valter Hugo Mãe, escritor e editor, Carolina Leite, directora do Museu Nogueira da Silva e docente da UM e João Negreiros, actor, dramaturgo e encenador, tendo a moderação ficado a cargo do jornalista Nuno Passos.

O docente, John Cawood, salientou durante a sua intervenção a existência de uma relação entre a arte e a tecnologia, sendo esta última, uma inspiração cada vez mais acentuada nas diversas formas de arte. Segundo o professor da Manchester Metropolitan University, a música é um dos exemplos de como arte e tecnologia se encontram cada vez mais relacionadas entre si. Cawood referiu ainda o papel da Internet como um meio difusor da arte.

O escritor Valter Hugo Mãe referiu-se igualmente a este tema, chamando a tenção para o facto de existirem alguns livros “que estão da primeira à última página na Internet”. Todavia o escritor e editor não considera que este fenómeno seja prejudicial, falando de uma “forma nova de lidar com os direitos autor”.
Valter Hugo Mãe, também não fugiu à recente polémica que o tem envolvido enquanto proprietário da editora do livro «Couves & Alforrecas: Os Segredos da Escrita de Margarida Rebelo Pinto». Valter Mãe assume que “ tomar uma posição sobre a literatura light e a escritora mais vendida em Portugal não é um acto ingénuo”, no entanto garante que “a intenção não é impedir ninguém de escrever mas só fazer uma demarcação”. O autor defende que os compradores de livros devem estar plenamente informados sobre os produtos que adquirem quando entram numa livraria, sendo a crítica literária uma arma importante neste sentido.

Carolina Leite realçou durante a sua intervenção a questão da mediatização e do lugar da arte, apresentando a sua perspectiva enquanto directora da Museu Nogueira da Silva. “É bom saber que a tecnologia nos dá um apoio, mas a arte tem uma dimensão sensível, uma aura”, afirmou referindo-se ao facto de que os novos meios de divulgação de arte, nomeadamente a Internet, não podem substituir a necessidade de ver as obras de arte num museu ou galeria.
A docente referiu-se também ao trabalho de selecção que tem de ser feito para decidir as colecções expostas no museu que dirige afirmando “ somos um museu de uma universidade e gostámos disso. Todos os critérios que alimentam o mercado não nos interessam”. Carolina Leite reforçou a ideia de que num museu também se faz formação, pois as pessoas precisam aprender a ver a ouvir e apensar. “ A ideia da liberdade da arte é a ideia de que podemos entrar nela”, concluiu.

A última intervenção do painel de discussão da liberdade da arte esteve a cargo de João Negreiros. Adoptando um estilo diferente dos restantes oradores, fazendo uma intervenção quase teatral o actor, encenador e dramaturgo começou o seu discurso afirmando “Eu nunca senti liberdade”.
João Negreiros defende que a liberdade na arte não existe, muito por culpa da falta de uma cultura do público. Neste sentido, o actor desafiou os membros da plateia, enquanto futuros profissionais da Comunicação Social a compreenderem a necessidade de criar uma estrutura para dar liberdade de opinião a todos. “Eu não posso dizer o que quero. Há poemas que não posso dizer porque me vão dizer que não são adequados”, frisou o actor.

A sessão foi encerrada com uma ronda de perguntas dos membros da plateia aos oradores.

segunda-feira, abril 10, 2006

Festival de metal de Barroselas

Carpathian Forest, Bolt Thrower e Kataklysm confirmados

A banda britânica Bolt Thrower, os noruegueses Carpathian Forest, e os canadianos Kataklysm são os cabeças de cartaz da 9ª edição do festival de metal de Barroselas, Steel Warriors Rebellion (SWR), a ter lugar nos próximos dias 28, 29 e 30 de Abril no complexo desportivo de Barroselas, Viana do Castelo.
A actuar pela primeira vez em Portugal estão os Bolt Thrower, banda de death metal, que traz na bagagem o seu último álbum, “Those Once Loyal”, e os Carpathian Forest, praticantes de um black metal, que vêm apresentar o disco “Skjend Hans Lik”. Já os Kataklysm surgem integrados na digressão europeia de promoção ao seu mais recente registo “In The Arms Of Devastation”.
Nascido em 1998 na pequena vila de Barroselas, o SWR é hoje o mais importante festival de metal underground no nosso país. Segundo um dos organizadores do evento, Paulo Maciel, em declarações ao Merkuryus, o festival mantém a mesma “ideologia” da primeira edição, que consiste na “divulgação das sonoridades mais extremas, sobretudo apoiar o underground e dar a conhecer bandas em início de carreira”, sem nunca deixar de apostar “na evolução e proporcionar mais e melhores condições quer ao publico quer às bandas”.
Quanto ao panorama nacional, o evento conta com importantes nomes da cena underground, como Filli Nigrantium Infernalium, Theriomorphic, Flagellum Dei e Lux Ferre.
O festival, que se prolonga por tês dias, dispõe de uma zona de campismo, tendas de merchandising e dj`s after hours.

Cartaz completo:

Sexta-feira, 28 de Abril
Gut (Alemanha)
Obtest (Lituânia)
Loits (Estónia)
Estuary (EUA)
Bloody Sign (França)
The Ladder (Portugal)
Stuprum Dei (Portugal)

Sábado, 29 de Abril
Carpathian Forest (Noruega)
Keep Of Kalessin (Noruega)
Hate (Polónia)
Suhrim (Bélgica)
Flagellum Dei (Portugal)
Theriomorphic (Portugal)
Lux Ferre (Portugal)
Guilles De Rais (Espanha)
The Ransack (Portugal)
Pestifer (Portugal)
+ 1 banda

Domingo, 30 de Abril
Bolt Thrower (Reino Unido)
Kataklysm (Canadá)
Filii Nigrantium Infernalium (Portugal)
Adorior (Reino Unido)
Ingrowing (Republica Checa)
Hell-Born (Polónia)
Isacaarum (República Checa)
Supreme Lord (Polónia)
Decrepidemic (Portugal)
Requiem Laus (Portugal)
Fetal Incest (Portugal)

sábado, abril 08, 2006

Dan Brown ilibado do processo de plágio

O Tribunal Superior de Londres ilibou, ontem, o escritor Dan Brown da acusação de plágio no romance “O Código da Vinci” e condenou os autores Michael Baigent e Richard Leigh a pagarem 500 mil euros de custos judiciais.
Os dois escritores processaram a editora Random House por violação de direitos de autor e acusaram Dan Brown de plagiar as ideias chave do livro “The Holy Blood and the Holy Grail” (“O Sangue de Cristo e o Santo Graal”).
Após a decisão judicial, Dan Brown afirmou que as acusações “não tinham qualquer validade”, mostrando-se “estupefacto” pelos autores terem decidido apresentar o pedido. Para a Random House, toda esta situação “garante que os romancistas continuam a ser livres para juntar ideias e investigação histórica”.
Michael Baigent e Richard Leigh alegam que Dan Brown se apoderou das suas ideias para evitar ter de fazer o mesmo tipo de investigação que os dois autores efectuaram, durante cinco anos, para escreverem o livro.
Ambas as obras têm como base a ideia de que Jesus Cristo foi casado com Maria Madalena, tiveram um filho e que a dinastia se prolonga, em segredo, até à actualidade.
Com a publicação, em 2003, d’ “O Código da Vinci”, que já vendeu mais de 40 milhões de exemplares, Dan Brown obteve lucros superiores a 360 milhões de euros, tornando-se no autor norte-americano mais bem pago do mundo.

Fonte:
RTP

sexta-feira, abril 07, 2006

Governo propõe nova lei anti-tabaco


O ministro da Saúde, António Correia Campos apresentou ontem, aos jornalistas, uma proposta para uma nova lei anti-tabaco, que se prevê possa vir a ser aprovada em Conselho de Ministros dentro de dois meses.

A proposta do Governo inclui o aumento da idade mínima para compra de tabaco dos 16 para os 18 anos e a proibição de fumar em recintos fechados.
Este anteprojecto propõe a aplicação da proibição de fumar nas áreas fechadas dos locais de trabalho, restaurantes, bares, hotéis, galerias, grandes superfícies comerciais, serviços de administração pública, estabelecimentos de ensino, locais destinados à prestação de cuidados de saúde, recintos desportivos e meios de transporte.

A proposta prevê ainda a hipótese de serem criados espaços destinados a fumadores, os quais devem ser fisicamente separados das restantes áreas. No caso desses espaços se localizarem dentro dos edifícios, devem ser totalmente compartimentados e directamente ventiladas para o exterior.

O aumento da idade mínima para a aquisição de tabaco, já havia sido proposta pela Tabaqueira, a maior produtora nacional de cigarros, em Novembro passado, no entanto, a empresa ainda não comentou o anteprojecto.
Já a Ordem dos Médicos manifestou-se “favorável a uma legislação mais restritiva”.

Multas para os infractores

A proposta estabelece também o pagamento de multas por partes dos infractores à lei, as quais podem variar entre os 50 e os 1000 euros para os fumadores e os 100 e 2500 para os proprietários de estabelecimentos e direcções dos organismos públicos.

A fiscalização da legislação, que poderá entrar em vigor já em 2007, ficará a cargo da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, sendo o Conselho de prevenção do tabagismo extinto e substituído por um Grupo Técnico Consultivo, dependente da Direcção Geral da Saúde.

De acordo com dados referidos pelo ministro da saúde, e que o próprio admite não serem recentes, 31% dos homens e 18% das mulheres portuguesas são fumadores.

terça-feira, abril 04, 2006

Microsoft celebra primeiro protocolo de cooperação na área do Direito em Portugal


A Microsoft Corporation celebrou hoje, na Universidade de Coimbra, o seu primeiro protocolo de cooperação na área do Direito em Portugal.
Com o protocolo, estabelecido entre a subsidiária da Microsoft, a MSFT - Software para Micro-Computadores, e o Instituto Jurídico da Comunicação (IJC), da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC), este instituto conta já com dezena e meia de patrocinadores.
António Pinto Monteiro, presidente do Instituto Jurídico da Comunicação afirmou tratar-se do “ primeiro protocolo feito pela Microsoft em Portugal no mundo do Direito”, e constitui “uma aposta na possibilidade de o Instituto desenvolver e aprofundar o Direito da Informática”.
Segundo o protocolo, a MSFT compromete-se a apoiar o Instituto Jurídico da Comunicação com uma contribuição financeira anual de 2.500 euros, durante três anos.
O presidente do conselho directivo da FDUC, José de Faria Costa, mostra-se confiante, aspirando a que “estas parcerias tenham a força, a dignidade e, sobretudo, a dinâmica que a Microsoft traz a este mundo”.
O Instituto Jurídico da Comunicação, fundado em 1991, ministra um curso de pós-graduação sobre Direito da Comunicação e figura ainda a investigação nesta área e a constituição e desenvolvimento de um centro de documentação.


Fonte:
RTP

segunda-feira, abril 03, 2006

Governo aprova novo exame para identificar condutores sobre o efeito de drogas


O controlo de substâncias psicotrópicas em condutores, feito anteriormente através de um exame médico, é agora substituído por um teste rápido a realizar numa amostra de urina, saliva ou suor.
Caso o teste seja positivo, o individuo é sujeito a um exame de confirmação em amostra de sangue.
A proposta de lei num conjunto de dez diplomas aprovados em Conselho de Ministros, intrega-se no âmbito da regulamentação do código da estrada, aprovado no ano passado e que visa uma redução de 50 por cento, até 2009, do número de acidentes com vitimas mortais.
Foram ainda, aprovados dois decretos com o objectivo de organizar o registo individual do condutor, (onde cada infracção punida com inibição de condução em territorio nacional, passa a ser sujeita a registo, por um período de cinco anos) e a criação do registo de infracções dos não condutores.
A proposta de lei, que será submetida à Assembleia da República, sobre o novo regulamento de fiscalização da condução sob influência do álcool ou de substâncias psicotrópicas, tem o objectivo de "estabelecer os metódos a utilizar na fiscalização sob efeito do álcool ou de substâncias psicotrópicas" como refere o diploma.
Fontes: